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FactópolesUma reivindicação do Itaú Unibanco pelo equilíbrio informacional e pelo direito de resposta

Caso Americanas

O Itaú Unibanco rechaça veementemente a acusação de participação na fraude das Americanas. Nenhum executivo teve conhecimento, conivência ou participação nas irregularidades praticadas.

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Resposta publicada pelo Itaú em Atualizada em

Dinâmica de cobertura do Metrópoles neste tema

"O Itaú foi procurado e enviou posicionamento institucional, publicado na íntegra na matéria."

Data

Matéria

Tratamento

08/05

✅ Manifestação enviada e incluída na matéria

Posicionamento do Itaú Unibanco enviado à imprensa

“O Itaú Unibanco rechaça veementemente a acusação de participação na fraude das Americanas. Nenhum executivo teve conhecimento, conivência ou participação nas irregularidades praticadas. A tentativa de envolver a instituição é leviana e criminosa, sendo uma distorção grave da realidade, e uma tentativa de afetar sua reputação. O banco é vítima de uma fraude estruturada pela antiga gestão da varejista, que resultou em um prejuízo superior a R$ 3 bilhões. O Itaú reitera, por fim, que sempre atuou com rigor ético e regulatório, baseando-se em balanços auditados que foram deliberadamente adulterados”.

O que aconteceu

Em janeiro de 2023, a Americanas comunicou ao mercado a existência de "inconsistências contábeis" em seu balanço, que se revelaram, ao longo das investigações conduzidas por CVM, B3, Polícia Federal, Ministério Público Federal e CPI da Câmara, uma das maiores fraudes corporativas do Brasil. Em março de 2024, a PF e o MPF denunciaram os ex-administradores da varejista por uma fraude sistemática praticada ao longo de anos, na qual houve tentativa — sem êxito, no caso do Itaú Unibanco — de cooptação de funcionários de instituições financeiras para encobrir o esquema.

Esclarecimentos

• O Itaú não participou da fraude e há documentos que comprovam essa posição. A Americanas pediu ao banco que substituísse a carta de circularização do balanço de 2016, excluindo as operações de risco sacado. O Itaú negou esse pedido, manteve a integralidade das informações e reportou todos os saldos ao Sistema Central de Risco (SCR) do Banco Central, no prazo regulatório.

• Antes de a fraude vir a público, o banco já havia identificado a deterioração do risco e reduzido sua exposição à Americanas em mais de R$ 2,6 bilhões em poucos meses. As operações de risco sacado foram interrompidas mais de seis meses antes da divulgação pública.

• Apesar da redução antecipada de exposição, o Itaú perdeu mais de R$ 3 bilhões com a fraude.

• A matéria associa o nome do CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, a uma narrativa de "piada" em torno da atuação institucional do banco no caso Banco Master. As manifestações do Itaú e de seus executivos sobre este tema são públicas, legítimas e estão dentro do papel do banco como uma das principais instituições financeiras do país.

• Sobre a "postura pública" do CEO do Itaú Unibanco no caso Banco Master, mencionada na matéria: o Itaú Unibanco não distribuiu CDBs do Banco Master, decisão decorrente de análise técnica de crédito e risco e da avaliação do desequilíbrio de incentivos entre distribuidores e a cobertura do FGC. Essa posição foi comunicada publicamente de forma consistente e tempestiva, em entrevistas à imprensa (incluindo durante a divulgação de resultados do banco em fevereiro de 2026), em linha com o histórico de transparência do Itaú sobre o tema.

• Não há relação entre essa atuação e o caso Americanas.

Documentos públicos e referências