O que aconteceu
O Itaú Unibanco mantém uma discussão judicial com a Prefeitura de São Paulo sobre qual município teria competência para receber o ISS incidente sobre operações mantidas pelo banco em Poá (SP) entre 1992 e 2019. Durante esse período, áreas operacionais de cartões, leasing e consórcios funcionaram em Poá, onde trabalhavam 100 funcionários do banco. Os tributos foram recolhidos regularmente ao município. Posteriormente, a Prefeitura de São Paulo passou a questionar essa estrutura e a reivindicar os mesmos valores, dando origem à controvérsia tributária.
Dinâmica de cobertura do Metrópoles neste tema
Em 03/07/2026, às 12h31, o Metrópoles enviou pedido de manifestação ao canal de imprensa do Itaú Unibanco, com deadline de apenas duas horas e meia (15h). O banco respondeu dentro do prazo, reiterando seu posicionamento oficial e indicando o Factópoles como fonte de informações adicionais.
Data | Consulta | Tratamento |
|---|---|---|
3/7, 12h31 | ✅ Manifestação do enviada ao veículo |
Posicionamento do Itaú Unibanco enviado à imprensa
O Itaú Unibanco esclarece que mantém uma discussão judicial com a Prefeitura de São Paulo a respeito de impostos que foram devidamente recolhidos para o município de Poá (SP). Entre os anos de 1992 e 2019, o banco manteve áreas operacionais dos negócios de cartões, leasing e consórcios, onde trabalhavam 100 funcionários do banco, em um prédio administrativo em Poá (SP), período em que os tributos foram pagos regularmente ao município sede. A Prefeitura da capital contesta essa localização e tenta cobrar os mesmos valores, o que geraria uma dupla tributação indevida. O Itaú tem convicção da regularidade de suas operações e da ausência de qualquer fraude, tanto que todas as decisões de mérito proferidas até o momento foram favoráveis ao banco. Por fim, as cobranças e seus desdobramentos estão suspensos por conta de garantias apresentadas na Justiça, que asseguram o cumprimento das obrigações do banco na hipótese de uma eventual decisão definitiva em favor da Prefeitura de São Paulo.
Esclarecimentos adicionais
- A discussão é sobre qual município deveria receber o ISS, e não sobre se o imposto foi pago. Entre 1992 e 2019, o banco recolheu regularmente o tributo ao município de Poá. Desde 2019, após a transferência das operações, o ISS passou a ser recolhido para São Paulo.
- Todas as decisões de mérito proferidas até o momento sobre o tema foram favoráveis ao Itaú Unibanco. A controvérsia permanece em discussão nas instâncias cabíveis e não há decisão definitiva que reconheça fraude ou sonegação tributária.
- Não há inadimplência. As cobranças estão suspensas por garantias apresentadas pelo banco perante a Justiça, assegurando o cumprimento de eventual decisão definitiva futura.
Documentos públicos e referências
A operação em Poá possuía relevância econômica reconhecida pelo próprio município. Após o anúncio da transferência das atividades, milhares de moradores participaram de manifestações públicas pela permanência da unidade empresarial do Itaú na cidade. Segundo reportagem da época, o ato reuniu cerca de 5 mil pessoas na região onde funcionava a operação do banco.
Poaenses realizam ato por permanência da sede do Itaú
Autoridades municipais atuaram para tentar manter a operação do banco em Poá. Em 2019, a Prefeitura buscou apoio do Governo do Estado para tentar evitar a saída das operações do município, em razão dos impactos econômicos e fiscais decorrentes da transferência.
Poá pede ajuda ao Estado para permanência do Itaú na cidade
A saída da operação gerou impacto relevante nas finanças públicas locais. Após a transferência das atividades para São Paulo, a Prefeitura de Poá negociou medidas compensatórias para mitigar a perda de arrecadação associada à operação do banco. O tema foi objeto de acordo específico e amplamente noticiado à época.
Acordo garante 33% do que Poá receberia em impostos do Itaú por seis meses




